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Blade Runner 2049 – A continuação de um clássico

Pouca gente foi aos cinemas na estréia de Blade Runner , o primeiro filme da série, mas ao longo do tempo o filme foi ganhando reconhecimento como um grande filme, um clássico noir/ficção, o que se deve muito ao advento da era do VHS. O VHS hoje é uma tecnologia morta, mas temos a  continuação do Blade Runner.

Podemos dizer que Blade Runner 2049 é a continuação mais aguardada, e não foi pouco tempo, foram exatos 35 anos… e sem dúvida valeu a pena, o filme retrata muito bem um universo desolado, depressivo idealizado por Philip K. Dick.

A atmosfera do filme e suas vastas paisagens solitárias, estão tão convincente que facilmente transportam o telespectador para dentro do filme.

A Las Vegas de Blade Runner.

Parece uma antiga cidade egípcia, local de culto dos Deuses do passado, cujos restos repousam na paisagem, mas é a Las Vegas de Blade Runner.

Além das magníficas paisagens, a trilha sonora desempenha um papel importante na imersão, na verdade a falta de som em alguns momentos transmite uma sensação de vazio que se pode dizer que é um ato de coragem do diretor.

A perfeita utilização do som, combinadas a fotografia, criam um ambiente perfeito para ressaltar a atuação dos personagens. O resultado  disso tudo é uma sensação de vazio e de isolamento, de um futuro não muito distante, quase como um espelho da nossa sociedade atual.

Rua vazia, sem vida, um deserto populoso.

Rua vazia, sem vida, um deserto populoso.

O filme se dedica muito a falar sobre as relações, entre humanos, e a inteligencia artificial, entre humanos e replicantes, e uma visão de como seria um mundo onde o homem cria seus próprios anjos… e isso tudo acontecendo numa Los Angeles do futuro, a famosa cidade dos Anjos.

O diretor teve uma ideia genial de lançar 3 pequenos filmes introduzindo o complexo universo de Blade Runner, neles estão um pouco dos conceitos trabalhados, na filosofia,  em como seria um mundo com replicantes criados pelo homem. Criaturas perfeitas e servindo apenas aos caprichos humanos,  algumas vezes nada nobres.

No momento que escrevo este post as notícias não são boas a respeito da bilheteria do filme. Algo que eu realmente já esperava. Blade Runner 2049 não segue a fórmula popular dos filmes atuais, onde não se precisa refletir sobre… mas uma coisa eu sei. Blade Runner 2049 entra para para a história, por ser um filme que trás para as telas o mudo complexo resultado da revolução tecnológica. Um filme que confronta o telespectador com um espelho do que pode ser a nossa sociedade, onde o homem atinge a apoteose ao poder criar vida e ao mesmo tempo que nos leva e refletir quanto de vida pode existir numa inteligencia artificial.  Em fim o  filme é uma obra prima, o por isso será eternizado.

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